terça-feira, 11 de julho de 2017

Pixar- As Longas


Olá e sejam bem-vindos á 3º e ultima parte do especial da Pixar. Leiam a intro para perceberem o que estou a fazer. E vejam a 2ª parte em que falo das curtas originais do estúdio.

Em 1995, surgiu a 1ª longa-metragem animada por computador “Toy Story – Os Rivais” (1995) que foi o filme que fez o mundo inteiro ficar a conhecer a Pixar. Depois do sucesso deste filme, vários estúdios de cinema americanos (e um bocado a volta do mundo) decidiram investir no ramo da animação por computador.

A Pixar sempre foi perita em contar grandes histórias. Inteligentes, engraçadas, comoventes e com excelentes mensagens para ensinar ao publico de todas as idades, não é á toa que é o estúdio de animação com o maior recorde de vitorias ao Óscar de Melhor Filme de Animação. Curiosidade é que sempre que volto a ver estes filmes emociono-me logo com algumas cenas.

Mas, desde 2011, muitos fás notaram uma possível crise criativa que o estúdio parece estar a passar após atingirem o grande ápice com “Toy Story 3” e acham que o estúdio parece que está a render-se ao lucro fácil das continuações.

Mas o estúdio é diferente dos outros estúdios americanos que fazem animação por computador. Para eles, a história é importante, e no que toca a continuações (ao contrario da maior parte de outros cineastas e estúdios de cinema que se rendem ao dinheiro), o estúdio só faz a continuação se tiver uma grande história que quiser contar (já irei falar de “Carros 2”, em seguida). Por isso é que vemos as continuações de filmes que nós amamos 10 anos ou mais após a estreia. E já foi confirmado que, depois de 2019, o estúdio vai parar com as continuações.

Hoje irei falar sobre os longa-metragens do estúdio exibidos aqui em Portugal (até agora) desde “Toy Story – Os Rivais” (1995), até ao seu ultimo longa metragem “Á Procura de Dory” (2016):


Toy Story – Os Rivais (1995);


Dirigida por John Lasseter e a 1ª longa-metragem animada por computador, o meu primeiro contacto com este filme foi nas cassetes de “Pocahontas” e “Pateta – O Filme”, ambos de 1995, que vi em 1998, antes da estreia de “Uma Vida de Insecto” (1998). Lembro-me de ver o trailer e ficar “Que tipo de desenhos animados são estes?”. Vi o filme e adorei.

A relação de Woody e Buzz, que representam o herói do passado das crianças com o herói do futuro das crianças, está bem executada, a animação e as texturas dos brinquedos parecem reais que lhes queremos tocar, e a icónica canção composta e cantada por Randy Newman “Sou Teu Amigo Sim” mereceu o lugar de destaque nas musicas mais conhecidas da Disney.

Uma Vida de Insecto (1998);


3 anos depois de “Toy Story – Os Rivais”, a Pixar fez “Uma Vida de Insecto”, também dirigido por John Lasseter e codirigido por Andrew Stanton. Era um filme giro, mas parece que foi esquecido com o passar dos anos, por causa dos novos longas da Pixar que estreiam ao longo dos anos. Convém lembrar que foi o 2º longa-metragem, eles ainda estavam a explorar mais histórias e novas técnicas na animação por computador, por isso é que é o mais esqueçido. Lembro-me que quando vi o filme pela 1ª vez em cassete, tive um bocado de medo do Hopper (um vilão que agora acho mesmo agressivo e cruel), mas sempre que voltava a ver, deixei de ter. Agora o que me mete um bocado de medo neste filme são os pássaros mesmo realistas e enormes (no ponto de vista dos insectos). Eu sei que a Pixar ainda não se esqueceu deste filme, ainda o mencionam nas paginas deles nas redes sociais e nalguns trailers que lançam dos filmes, mas gostava que este filme ainda tivesse mais reconhecimento.

No ano em que este filme foi lançado, a Dreamworks tinha lançado o seu 1º longa-metragem animado “A Formiga Z” (1998). Notou-se uma espécie de semelhança entre os 2 filmes, por serem protagonizados por formigas. Só que “A Formiga Z” é mais para um publico mais velho enquanto “Uma Vida de Insecto” é para todas as idades. E ainda há pessoas que confundem os 2 filmes.

Toy Story 2 – Em Busca de Woody (1999);


Dirigido por John Lasseter e a 1ª sequela da Pixar, lembro-me na altura que este filme estreou nos cinemas. Só vi o filme em cassete, além de ter lido a história num álbum de banda desenhada do filme (era mais ver as imagens, porque não sabia ler, na altura). Foi uma sequela muito bem-sucedida, que muitos disseram que foi melhor do que o original. Eu acho que fica ao nível do original. O engraçado era que o filme era para ser uma sequela diretamente para vídeo, mas o estúdio ao ver a escala cinematográfica da história, decidiu lançar nos cinemas.  E ainda bem que fizeram isso.

Foi o 1º filme do estúdio que me fez emocionar (a cena era a canção da Jessie “Quando me amava”). Lembro-me que quando vi o filme outra vez com 11 anos e percebi a história, aquilo fez-me pensar no facto que nós iriamos crescer um dia e deixar os nossos brinquedos. Mas o filme ensinou-me a aproveitar os bons momentos da infância que me restava.
Eu sempre vi “Toy Story – Os Rivais” e “Toy Story 2 - Em Busca de Woody” como uma minissérie de 2 episódios longos, e sempre acreditava que o 2º filme era o final da saga. Isto é, até 11 anos depois, estrear o que muitos (incluindo eu) consideram a melhor continuação da Pixar, até agora, e o final perfeito da trilogia (Até anunciarem “Toy Story 4”). Um facto curioso, é que a Pixar, depois de fazer este filme, disse que não iria envolver em continuações, até terem voltado a elas com “Toy Story 3” (2010). Por isso na década de 2000, só tivemos longas originais.

Monstros e Companhia (2001);


Dirigido por Pete Docter, lembro-me de ter conhecido este filme através do 1º trailer que foi exibido nas cassetes de “Toy Story 2- Em Busca de Woody”. Vi o filme em cassete, apesar que tinha lido o livro do filme, publicado na altura em que o filme estreou em Portugal (Março de 2002, alguns meses depois da estreia na América). É um filme muito bom, com uma premissa engraçada, Sulley e Mike formam uma das duplas mais divertidas da Pixar, a amizade entre Sulley e Boo está muito bem executada e a Boo é talvez a personagem mais fofa que vi da Pixar. Também me emociono com a despedida de Sulley e Boo e o final do filme. Foi um dos nomeados na categoria de Melhor Filme de Animação, quando ela foi inventada em 2002, mas perdeu para “Shrek” (2001) da Dreamworks, que também é um filme muito bom.

Á Procura de Nemo (2003);


Dirigido por Andrew Stanton, eu tive contacto com este filme através duma revista portuguesa (pensava que o Casco era o protagonista, porque falavam só nele apesar de aparecer o Marlin e a Dory) e na televisão falavam do jogo. Fiquei curioso e ia sempre visitar o site do filme (ele já tinha estreado nos cinemas no verão de 2003, e só chegou a Portugal em Dezembro). Vi o filme nos cinemas e adorei. A relação entre Marlin e Nemo é muito bonita, a Dory é (de acordo com muitos fás, e é verdade) a personagem mais popular do filme e da Pixar, e emociono-me sempre que vejo o inicio e o final do filme. E foi o 1º de muitos filmes da Pixar a ganhar o Óscar de Melhor Filme de Animação.

The Incredibles – Os Super-Heróis (2004);


Quando “À Procura de Nemo” estreou nos cinemas (na América), eu tinha visto na internet, o 1º trailer do próximo filme deles, que era um filme de super-heróis. O que muitos de nós achávamos engraçado naquele trailer, era ver o “super-herói gordo” (O Beto) a meter o cinto. Quando surgiu mais trailers do filme, vi que se tratava de um filme sobre uma família de super-heróis. Um facto curioso é que quando o filme estreou nos cinemas, nós ainda não tínhamos coisas como os Universos Cinemáticos Marvel e DC, mas ainda tínhamos outros filmes de super-heróis como os 2 primeiros filmes da trilogia do Homem-Aranha (2002-2007) e “A Mascara” (1994). Mas eu vi e adorei o filme, dirigido por Brad Bird, que tinha dirigido o excelente “O Gigante de Ferro” (1999) para a Warner Bros. e se juntou á Pixar após o encerramento do departamento de animação da WB.

Em criança, pensava que era um típico filme de super-heróis (apesar de não ter explicado como aqueles super-heróis ganharam aqueles poderes) mas em adulto, vi que ele foge ao típico filme de super-heróis, porque mostra, no sentido metafórico, uma família a trabalhar em conjunto para resolver problemas. É um filme que, se calhar, os adultos conseguem compreender mais do que as crianças, por causa das situações adultas que são mostradas no filme (Síndrome consegue ser o vilão mais realista que a Pixar criou), De todos os filmes que a Pixar fez na década passada, este gostava muito de ver uma sequela.

Carros (2006);


Este era suposto estrear no inverno de 2005 (até o 1º trailer surgiu juntamente com “The Incredibles – Os Super-heróis”), mas por causa do acordo Disney-Pixar que terminou com a compra do estúdio em 2006, o filme teve de ser adiado para o verão de 2006, por causa das compras dos DVDS na altura do Natal. “Carros” é um projecto de sonho de do realizador John Lasseter, porque ele adora veículos, para além de colecionar brinquedos (como se viu nos 2 primeiros “Toy Story”).

Apesar do filme ter sido um sucesso nas bilheteiras, houve alguns críticos que acharam o roteiro fraco e voltado para os mais novos. Eu não acho, porque quando vi o filme pela 1ª vez num DVD pirata, e sempre que o vejo, eu vejo mais uma grande história da Pixar com uma grande moral sobre aprender a abrandar na vida. Emociono-me quando ouça a canção “Esta Terra” em que Sally conta a Mcqueen o passado da cidade de Radiator Springs e a evolução do Mcqueen de arrogante para compreensivo está muito bem feita.

É claro que é estranho ver um mundo habitado só por veículos antropomórficos (sempre que vejo os filmes, pergunto-me como é que eles pegam em coisas, escrevem, telefonam, se não tem mãos?), nada comparado com os filmes anteriores do estúdio até este. Foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação, mas perdeu para “Happy Feet” (2006), que também é um filme muito bom.

Ratatui (2007);


Dirigido por Brad Bird, o mesmo de “The Incredibles – Os Super-heróis”, pode-se dizer que é um filme “delicioso de se ver”. Quando vi o 1º trailer, em 2006, mais ou menos na altura de “Carros”, pensava que era só as aventuras de um rato na cozinha, até saber de que se tratava a sinopse. Curioso é que o conceito deste filme veio de Jan Pinkava, realizador do curta da Pixar “O Jogo de Geri” (1997) mas por causa de problemas de roteiro, ele foi substituído por Brad Bird. Vi o filme pela 1ª vez, num DVD pirata na altura em que estreou nos cinemas, e mais tarde quando foi lançado em DVD, e adorei. O filme tem um roteiro inteligente, mérito de Brad Bird, com uma premissa absurda e típica da Pixar. Remy e Linguini formam outra das duplas mais divertidas da Pixar, mas grande destaque vai para o critico de culinária Anton Ego, com cada fala que dá, além do seu comentário bastante interessante sobre o trabalho dos críticos (e a cena em que ele se lembra de ter comido uma comida muita saborosa como a que ele estava a comer naquele momento, brilhante).

Wall-e (2008);


Dirigido por Andrew Stanton, o mesmo de “Á Procura de Nemo”, lembro-me que, depois de ter visto o 1º trailer, lançado na mesma altura em que “Ratatui” estreou nos cinemas, fui pesquisar sobre este filme, e fiquei impressionado ao saber que, neste filme, metade das cenas ia ter diálogos, ao contrario dos anteriores do estúdio. Vi este filme nos cinemas e adorei (até fiquei preocupado com o Wall-e no 3º ato do filme). O filme é uma bela história de amor entre 2 robôs com uma mensagem forte sobre a proteção do meio ambiente (apesar que Andrew Stanton queria mostrar que o amor irracional consegue vencer a programação da vida). Os efeitos sonoros deste filme são espantosos, mérito de Ben Burtt, vencedor de Óscares de Efeitos Sonoros, pela saga Star Wars, “E.T. – O Extraterrestre” (1982), Indiana Jones e “Alien – O 8º Passageiro” (1979), entre outros. E também a canção dos créditos do filme “Down to Earth” cantada por Peter Gabriel é linda.

Up- Altamente! (2009);


Dirigido por Pete Docter, o mesmo de “Monstros e Companhia”, quando soube da história, em 2007, parecia engraçada. E em 2008, lembro-me de ver as primeiras imagens do filme e ficar impressionado ao ver uma casa amarrada com balões que até voa. Até vi o 1º trailer, lançado na internet na altura em que “Wall-e” estrou nos cinemas, e ter ficado “Ok…”. Vi o filme nos cinemas e é mesmo bonito. Eu emociono-me com a vida de casados do Carl e da Ellie no inicio do filme e com a própria mensagem do filme. “A Aventura está Aí” como o vilão Charles Muntz dizia, quando era um herói. Curioso é que foi o 2º filme de animação (o 1º foi “A Bela e o Monstro”, 1991, da Walt Disney Animation Studios) e o 1º da Pixar a ser nomeado ao Óscar de Melhor Filme, mas não conseguiu ganhar.

Toy Story 3 (2010);


Como tinha dito no que falei em “Toy Story 2 – Em Busca de Woody”, não me importava o 2º filme fosse o ultimo da saga. Quando vi o trailer, na altura em que “Up- Altamente” estreou nos cinemas, fiquei curioso em saber sobre a nova aventura de Woody e Buzz. Quando saiu o 2º trailer, uns meses depois, queria saber como os brinquedos vão resolver a situação sobre o Andy ter crescido, e notei a ausência da maior parte dos brinquedos do Andy e da Molly, especialmente a Bo Peep (Só percebi o que lhes aconteceu quando vi o filme).

Vi o filme e ele merece o lugar de melhor filme e sequela em filme da Pixar, até agora (para mim ainda continua a ser a única continuação em filme da Pixar que supera o anterior, ou anteriores no caso deste). E podia ser o final perfeito da trilogia, eu não me importava. Dirigido por Lee Unkrich, não me emocionei com nenhuma cena neste filme (mas tal como “Wall-e”, eu fiquei preocupado com os brinquedos quando estavam na lixeira) mas fiquei feliz com o final. O Lotso consegue ser o vilão mais detestável que a Pixar criou (talvez pior que o Síndrome de “The Incredibles – Os Super-heróis” ou o Hopper de “Uma Vida de Insecto”). Foi o 2º filme da Pixar e o 3º filme de animação até agora a ser nomeado ao Óscar de Melhor Filme, mas perdeu.

Carros 2 (2011);


Estava previsto que um dia isto ia acontecer. Após 16 anos de grande entretenimento familiar de qualidade, a Pixar fez o seu 1º, digamos, “falhanço”, e logo quando iam começar a fazer continuações de outros filmes seus para além de “Toy Story”. Muita gente pode pensar que o filme foi feito só para vender dinheiro, mas John Lasseter, que dirigiu esta sequela, explicou na altura em que anunciou o filme, que a ideia veio quando ele estava na Europa a promover o 1º “Carros”, em que ao ver as cidades europeias, começou a imaginar o que o Mate fazia nessa situação. A parte de espionagem foi adicionada depois, quando Lasseter incluiu um personagem descartado do 1º filme, Finn McMissile (ia aparecer num final alternativo do 1º filme em que Mcqueen e Sally estavam a ver um filme de espionagem protagonizado por ele, que era para ser um personagem fictício do universo dos filmes).
É a única continuação da Pixar que muitos de nós, fás da Pixar, sabemos que está abaixo do anterior. O filme fez, sem querer, algo que nenhuma continuação da Pixar fez e, na minha opinião, voltou a fazer, que é fugir ao que os fás adoravam do 1º filme. Mate não resulta muito bem como protagonista.

Ele ainda continua engraçado, mas não mostra um lado dramático para o espectador emocionar como os protagonistas dos outros filmes do estúdio. Eu gosto do 2º filme mais por causa do humor, as cenas de ação, a própria ideia de Mcqueen e Mate viajarem no mundo por causa da World Gran Prix (que se perde um bocado por causa do tema de espionagem) e a parte técnica (típico da Pixar). No entanto, o 2º filme é como muita gente diz sobre o franchise “Carros” (eu não acredito no que dizem no 1º filme): Só é engraçado, mais nada. Foi o 1º longa metragem da Pixar a não ser nomeado ao Oscar de Melhor Filme de Animação e é o único filme da Pixar a receber uma classificação “Podre” no site Rotten Tomatoes (todos os outros, antes de Carros 3, tem classificação “Fresca”). Talvez seja por causa da má receção deste filme que muita gente tinha medo que o 3º fosse pior até lançarem os primeiros trailers da nova aventura de Mcqueen. Além disso, aquelas spin-offs dos “Aviões”, idealizado por John Lasseter para a Disney, na minha opinião, só manchou ainda mais a reputação do franchise “Carros”.

Brave- Indomável (2012);


Originalmente chamado de “The Bear and the Bow” (“O Urso e o Arco” traduzido) e idealizado originalmente por Brenda Chapman, que dirigiu para a Dreamworks “O Príncipe do Egipto” (1998), o filme passou por problemas de produção que levou Chapman a ser substituída por Mark Andrews na realização (ela tornou-se a co-realizadora do filme).

Apesar da premissa, da relação entre Mérida e a mãe, do universo em que o filme se passa e da parte técnica serem muito bons, a história está boa e comovente, mas não muito excelente. Nota-se neste filme umas referencias ao filme da Walt Disney Animation Studios “Kenai e Koda” (2003). Mas tudo bem porque foi o resultado final, ou seja, foi o melhor que conseguiram fazer (eu gostei). O filme até venceu no Óscar de Melhor Filme de Animação e Mérida faz parte das Princesas Disney (A 1ª da Pixar a conseguir isso).

Monstros – A Universidade (2013);


A 1ª prequela da Pixar. Dirigido por Dan Scalon, o filme conta a história de como Sulley e Mike se conheceram, antes dos eventos de “Monstros e Companhia”. Até foi elogiado por diversos críticos e fás, mas há metade que não gostou porque não percebeu porque razão precisamos de saber como Sulley e Mike se conheceram e que queriam ver uma sequela com a Boo. Eu vi o filme e gostei, não tem nada de mal na história (Eu acho que também está ao mesmo nível que o 1º, tal como “Toy Story 2 -Em Busca de Woody”). Até emociona um bocado. É claro que para quem viu “Monstros e Companhia”, já sabe o que Mike vai ser no final deste filme. Além disso, não estou a ver onde a história de Sulley e Boo pode continuar. Para mim já está concluída no 1º filme. Tal como “Carros 2”, o filme não foi nomeado ao Oscar de Melhor Filme de Animação, o que foi uma pena porque merecia pelo menos.

Divertidamente (Inside Out) (2015);


Dirigido por Pete Docter, o mesmo de “Monstros e Companhia” e “Up - Altamente”, o filme marca temporariamente um retorno á criatividade excelente que o estúdio nos habituou nas décadas passadas. Tem uma premissa bastante curiosa e uma história bastante comovente e engraçada, com uma mensagem bonita que infelizmente muita gente não segue porque pensa que a tristeza é uma coisa má quando na verdade é boa e necessária. Além disso, eu emociono-me quando vejo a Riley a contar aos pais o que sente, no final.

A Viagem de Arlo (2015);


Tal como “Brave - Indomável”, este filme foi idealizado por Bob Peterson, co-realizador de “Monstros e Companhia”, “Á Procura de Nemo” e “Up - Altamente”, mas por problemas de roteiro, levou á substituição por Peter Sohn na realização. Mesma coisa que digo de “Brave, Indomável”: Premissa, universo, parte técnica, foco principal excelentes, roteiro bom e comovente, mas não muito excelente.

Nota-se que este filme tem muitas referencias aos clássicos da Walt Disney Animation Studios, “O Rei Leão” (1994), “Kenai e Koda”(2003), “Lilo e Stitch” (2002) e notei um bocado “O Livro da Selva” (1967). Mas digo o mesmo que disse no “Brave- Indómavel”: Foi o melhor que conseguiram, não precisavam de fazer mais nada, eu gostei. Apesar que algumas pessoas não gostaram do final, mas eu gostei porque achei que eles queriam mudar um bocado a tradição de amizades dos seus filmes. Tal como “Carros 2” e “Monstros – A Universidade”, não foi nomeado ao Oscar de Melhor Filme de Animação, enquanto “Divertidamente (Inside Out)”, que estreou no mesmo ano, foi nomeado e até ganhou esse Oscar. Espero que este filme não se torne “esquecido” como “Uma Vida de Insecto”.

Á Procura de Dory (2016);


Dirigido por Andrew Stanton, o mesmo do 1º “Á Procura de Nemo” e de “Wall-e”, o filme mostra Dory, com a ajuda de Marlin e Nemo, a tentar encontrar os seus pais enquanto descobrimos, juntamente com ela, o seu passado. Tal como “Monstros – A Universidade”, o filme foi bastante elogiado pelos críticos e fás, mas há metade que não gostou, dizendo que Dory estava irritante com as suas recuperações de memória neste filme, além que acharam que Marlin tinha voltado a ser o super-protetor no inicio do 1º filme, parecendo que não aprendeu nada no 1º filme. Eu vi o filme e gostei, não vejo nada de mal na história (Eu acho que também está ao mesmo nível que o 1º, tal como “Toy Story 2 -Em Busca de Woody”). E olha que emociona. Tal como “Carros 2”, “Monstros- A Universidade” e “A Viagem de Arlo”, também não foi nomeado ao Oscar de Melhor Filme de Animação, que também é uma pena.



Para além de “Carros 3”, que estreia a 20 de Julho aqui em Portugal, ainda vamos ter “Coco”, que vai estrear na altura do Natal deste ano, “The Incredibles 2”, a tão aguardada sequela do filme de 2004 da família de super-heróis da Pixar, em 2018 e “Toy Story 4”, a 4º e ultima parte das aventuras de Woody e Buzz, em 2019. Vejam as minhas expectativas quanto a “Carros 3” e os próximos filmes do estúdio até 2019.

Qual é ou quais são os vossos filmes preferidos da Pixar? Qual é a vossa opinião sobre eles? Digam nos comentários.

© Pixar.

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